Jornada nas Tailândias

Como nossa jornada para chegar até Koh Phanghan só começava no período da tarde, dormimos o quanto pudemos, e ainda ficamos um pouquinho na recepção do hotel esperando dar a hora e aproveitando o wi-fi, mas ficamos com fome e resolvemos comer o recém-descoberto American Breakfast no Yam-Yam, que fica coladinho com o Diamond Private.

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Depois disso, fomos para a frente da agência esperar até as 14h30, quando o primeiro barco ia pegar a gente em Railay e levar para Krabi. Como estávamos no ‘lado pobre’ de Railay e ali é meio que um manguezinho, já estava sofrendo por antecipação de por meus pezinhos na água. Hahahaha

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Eis que surge nosso pequeno longtail… e lá vamos nós. Como Krabi é pertinho, não demorou mais do que uns 15 minutos até atracarmos em um píer. Lá, a água mexia muito e o barco começou a desequilibrar todo mundo. Pra ajudar, a galera é meio sem noção e fica todo mundo de um lado só do barco. Quando eu fui descer, se não fosse o barqueiro (que tinha catarata, detalhe) me ajudar, eu tinha capotado nas escadas do píer, direto na água. É muito escorregadio, e o Heitor até fez um cortezinho no pé. :(

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Acho impressionante o caos que é aqui e o sistema deles funciona. Quando você troca suas passagens, geralmente eles colocam uma etiquetinha na camiseta e conduzem você como bois, um pra cá, outro pra lá, você segue aquele… e FUNCIONA! Eu e o Heitor até comentamos que nessa jornada para Koh Phangan foi engraçado porque eles simplesmente largam a gente em um lugar, dali a pouco vem outra vanzinha e pergunta pra onde a gente vai, e leva… se mais perguntas. Aqui, o caos funciona direitinho. Hahahahahaha

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Lá no píer, uma jardineira veio buscar a gente e levou para o ponto de encontro dos ônibus, como se fosse uma lojinha de conveniência. Quando o ônibus chegou, eu já pulei pra dentro enquanto o Heitor foi guardar as mochilas no bagageiro e peguei meu lugar preferido: o primeiro assento. Além de ser mais espaçoso, eu consigo ver tudo que o motorista maluco faz. Haha

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O ônibus demorou cerca de 3 horas pra chegar e deixar a gente em Surathani. E quando eu digo deixar, é deixar mesmo. Ele parou numa rua que não tinha nada a ver com nada, em frente à outra loja de conveniência e disse para esperar ali. Ok, né? Fazer o quê…

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A fome já estava dando sinal e o Heitor pegou um Pad Thai (60B) e eu comi um Cup Noodles (30B). Estava com um pouco de medo que não fosse ter comida no Night Ferry, então comprei umas bolachinhas, mas estava tudo bem caro.

Heitor tentando receber uma caixinha.. :p

Heitor tentando receber uma caixinha.. :p

Depois de alguns minutos, apareceu outra jardineira pra pegar a gente e nos levar ao píer, mas tinha muita gente, e eu achei que a gente nem fosse caber, mas ele colocou a gente na cabine atrás dele, e não tinha espaço nem pra respirar…

Espremidos atrás do motorista.

Espremidos atrás do motorista.

Quando (finalmente) chegamos no Night Ferry, eles deram tickets para gente pegar nossos colchões e pediram para deixar a bagagem ali, pois só o barco só ia sair as 23h.

Esse cara aí da foto passou tão mal, que eu fiquei até com dó...

Esse cara aí da foto passou tão mal, que eu fiquei até com dó…

Aproveitamos para andar um pouquinho, e descobrimos que aquele píer em Surathani era uma Chinatown. Estava tendo um show chinês e várias barraquinhas pela rua, tudo bem iluminado com balõezinhos.

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Fomos até uma conveniência e compramos uma cerveja, e eu acabei querendo ver um pouquinho do show. É muito impressionante! As maquiagens, as roupas… mesmo não sendo uma superprodução. A única coisa que é tensa é a voz deles cantando, mas até isso te hipnotiza.

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Mas o que mais me chamou atenção mesmo, foi um número em que o dançarino trocava de máscaras o tempo todo. Era muito legal, e tinha umas 20 máscaras ao todo. Fiquei muito impressionada.

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Hora de partir, voltamos pro Ferry e fiquei MUITO feliz de descobrir que tinha até uma tomadinha pra gente carregar o Netbook e o celular, mas falhei miseravelmente na missão do ventilador. O ÚNICO ventilador que não funcionava na porcaria do ferry era o que ficava em cima da minha cabeça, lógico. E o barco é bem engraçado, porque o teto é baixinho, então ou você é do meu tamanho, e pode andar normalmente, mas com cabeça encostada no teto, ou você quase engatinha lá dentro. Hahaha

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Sobre o conforto: Não, não é confortável, e mesmo com calor, ventilador em cima de você a noite toda dá frio, e não tem cobertores. O banheiro é daqueles de chão, e não pode andar de chinelos dentro do ferry. Eu ficava com o meu chinelo o tempo todo na mão.

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Dica: Tenha sempre um rolinho de papel higiênico com você, e se quiser escovar os dentes de manhã no ferry, leve uma garrafinha. A água que eles disponibilizam para você lavar a mão, é da torneira, o que já não é confiável e ainda todo mundo lava a mão ali depois que sai do banheiro. Preciso nem falar, né? :p

Dica²: Toalhas e cangas são ótimas pra uma infinidade de coisas. Cobertor, travesseiro, proteção do sol, lençol… enfim, mesmo sendo menininho, é bom ter uma canga grande ou uma toalha na mochila de mão. Ajuda MUITO.

Dica³: Comida. Bolachinhas, salgadinhos e água nunca é demais. Pode dar fome em qualquer lugar, e nem sempre vai ter comida disponível. E não custa nada ter uma coisinha ou outra na mochila, né?

O ferry saiu uns 20 minutos depois do horário previsto, e mal começou a andar e o Heitor já capotou. Eu ainda dei uma perambuladinha, mas não tem pra onde ir. O Night Ferry é muito lento, mas só porque minha sorte anda em alta, pegamos uma tempestade em pleno mar aberto. As janelas do ferry geralmente ficam abertas, e eu conseguia ver o horizonte subindo e descendo, subindo e descendo. Fiquei com tanto medo, que nem com o Dramin consegui dormir… A hora que eu finalmente peguei no sono, nós chegamos. :(

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Sobre Erica Oliveira

Paulista, 24 anos.
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2 respostas para Jornada nas Tailândias

  1. Filipe disse:

    KKKKKK. Eu quero pegar essa ferry, mas ir pra Ko Tao direto. É a mesma ferry ou é outra diferente? Nós (eu e minha mulher) vamos direto de Ko Phi Phi, tem como comprar o pacote inteiro direto pra lá? Ou só em Krabi mesmo? É só achar uma agencia e comprar?
    Essa é a parte da viagem que to mais ansioso. Ainda nao sei como vai ser.

    • Tem sim. De qualquer lugar que vc esteja tem como ir pra outro lugar. Quando estiver indeciso, o mais fácil é perguntar e/ou comprar na agencia da hospedagem que vc estiver. Em Phi Phi tem agencias espalhadas na ilha toda e as hospedagens sempre tem agencias tambem. (:

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