Um dia com os Elefantes

Como descrever uma experiência dessas em palavras? Acho que nunca fiz uma coisa tão legal quanto isso na minha vida!!!

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Quando começamos a pesquisar sobre os parques de elefantes, lemos muitos relatos diferentes, mas a gente queria alguma coisa mais em contato com a natureza. Daí no hotel perguntamos para a Janny (Tâni para nós, hehe) qual ela recomendava, e acabamos optando pelo Baanchang Elephant Park, segundo o nosso guia, Baan significa ‘casa’ e Chang ‘elefante’ (Daí o nome da cerveja!), então estávamos indo à “Casa dos Elefantes”, que fica a cerca de 40 minutos de Chiang Mai, e quando você fecha o passeio, eles vêm te buscar no hotel. Existem vários tipos de passeio. Um dia, dois, três… Mas fizemos o de um dia e dividimos um elefante, então saiu um pouco mais em conta, 2200BHT por pessoa. Mas tem a opção de um elefante por pessoa também, você que escolhe.

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Olha aí as informações de contato pra quem quiser agendar uma visita!

 

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Chegar lá foi meio que um choque. Não era o que eu esperava, de verdade… Os elefantes todos ali, paradinhos… a maioria deles fica em correntes, pois podem machucar uns aos outros, mas são soltos várias vezes ao dia para inúmeras atividades, e é esse o intuito do parque. Eles focam tudo na alegria dos elefantes, e eles ficam acorrentados para se acostumar com os outros. As atividades que nós praticamos com eles, são o que eles gostariam de fazer, não o que nós gostaríamos de fazer. Mas é tudo tão perfeito, que o que deixa esses bichões grandes felizes, acaba fazendo a sua alegria, também.

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Assim que a gente desce da van, o guia começa a contar como os elefantes vieram parar ali, e como eram maltratados antes. Tem até dois elefantes que são recentes lá, e a gente não pode chegar muito perto porque eles ainda não confiam nos humanos. Mas estão sendo bem tratados, e em algum momento vão melhorar. (:

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O legal desse lugar é que eles te dão roupas para você usar enquanto está lá, então não precisa ficar preocupado em sujar a sua. Também oferecem garrafinhas de água à vontade e até algumas frutas. No panfleto que eles dão, tem a listinha do que você precisa levar, mas o que não pode faltar é o chinelo. Quando o nosso guia começou a fazer o discurso do que íamos fazer durante o dia, ele disse “Hoje é o dia de se divertir, elefantes fazem (muita) sujeira, então agora não é a hora de se sentir bonito, atraente e muito menos limpo”. Mas acreditem… não me sujei metade do que achei que me sujaria..

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Depois de trocados, eles nos levam para perto dos elefantes, e ensinam a alimentá-los. O Heitor deu comida pra todos, e toda vez que eu o procurava, ele estava em um elefante diferente. Alguns deles até aceitam que você os alimente colocando a comida direto na boca. Não tem como descrever isso, eles são todos muito gentis, até mesmo para pegar a comida na sua mão. Enquanto estávamos alimentando os elefantes, dois elefantes resolveram acasalar (o que é muito raro, e nós vimos isso!!!), mas uma terceira elefante ficou com ciúmes, e ela gritava muito. O guia disse que o elefante que estava acasalando era o garanhão das elefantes jovens, mas a ciumenta realmente gostava dele, tadinha. Os gritos dela, era uma forma de dizer “Hey, esse elefante é meu, não acasale com ele!”.

Elefantes acasalando ao fundo

Elefantes acasalando ao fundo

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Uma vez muito bem alimentados, nós aprendemos como subir e descer dos elefantes, um de cada vez, até todos ficarem bem treinadinhos, e perderem o medo. A ansiedade em pessoa, assim que ele começou a chamar, já me joguei e fui a primeira. A elefante (Elefanta? Elefoa?) que eu e o Heitor treinamos se chamava Mae Noi (Mae – Mama/Noi – Pequena), e é o único nome que eu me lembro.

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Para ver o vídeo de como faz para subir neles, é só clicar aqui.

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Assim que se aprendemos e praticamos como subir e descer, é hora aprender os comandos de movimentar o elefante. Nosso guia nos ensina as palavras e os movimentos com uma rápida demonstração, como nos comportar enquanto montados, e como ficar “confortável” lá em cima, e principalmente, como não machucar o animal.

Para frente – Pai

Para o lado (esquerda e direita, junto com o movimento das pernas) – Qwei

Para parar – How

Para descer – Non Long

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Dessa vez, eu esperei um pouquinho e o Heitor foi primeiro, mas acabamos trocando de elefante, e treinamos os comandos em um macho. Eu achei, e depois o Heitor também concordou, que o macho foi muito mais gentil com a gente do que a Mae Noi em termos de levantar e deitar. Ele é muito mais suave tanto para abaixar, como para subir nele.

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Outro vídeo do Heitor montando aqui.

Todo mundo sabendo os comandos, é a hora do passeio. Os elefantes não ficam em um lugar muito grande enquanto estão todos reunidos para recreação, mas eles dizem o tempo todo que estão procurando fazer o melhor possível para os elefantes, que não são perfeitos agora, mas que estão tentando e tentam aumentar o parque sempre que podem. Os elefantes maiores comem cerca de 250kg de comida por dia, e os menores 100kg. Mas mesmo comendo cana-de-açucar e banana, a comida não é barata, e eles precisam de doações de todas as espécies. A maneira que eles encontraram de manter o parque funcionando, é fazendo esses passeios turísticos. Sem abuso aos elefantes, e exercitando eles, como eles deveriam fazer todos os dias, e ainda proporcionando uma experiência única pra gente.

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Como nós pagamos duas pessoas por elefante, para fazer o passeio é meio diferente do que a gente treinou. Uma pessoa vai nas costas do elefante, segurando uma corda e a outra no pescoço, normalmente. Nem precisa se matar pra saber quem vai na frente, porque o mais pesado fica nas costas, e esse foi o Heitor haha :D. Durante o passeio, a gente sobe, anda reto, desce, anda reto, sobe mais um pouco, anda reto, e volta para onde começamos. Isso dura cerca de 1 hora, e eles param no meio do caminho pra gente descer e descansar um pouquinho. Gente, andar de elefante não é nada confortável e nos próximos dias suas pernas doem demais, mas vale MUITO a pena. Eu faria quantas vezes eu pudesse.

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Nosso guia contou um pouquinho sobre os elefantes, e sabe quando dizem que elefante tem medo de ratos? Verdade verdadeira. Achei muito engraçado, mas o guia explicou que a visão deles é um pouco diferente, eles enxergam tudo muito maior do que realmente é, e que as vezes, ele brinca de abrir os braços e pernas na frente do elefante, e o elefante simplesmente não passa, porque acha que não vai conseguir passar por aquele osbstáculo tããão grande, e ele não reconhece uma pessoa pela aparência, como todo mundo pensa, mas pela voz e pelo cheiro.

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Em uma parte do percurso nosso elefante assustou com alguma coisa, e eu fiquei bastante tensa, mas ela se acalmou, e continuou andando, então eu relaxei. O Heitor disse que não sentiu quase nada, mas eu estava no pescoço dela, e via tu-di-nho. O gostoso é que eles ficam batendo as orelhas na sua perna, e os pelinhos deles espetam um pouco, eles tem a pele bem grossa e são bem quentinhos. Tão quentinhos que precisam se refrescar o tempo todo, e enfiam a tromba na boca, e espirram água para todos os lados (inclusive em você hahaha).

Um guia descansando no elefante

Um guia descansando no elefante

Depois do passeio, nós damos banho no elefante com baldinhos e escovinhas em uma piscina natural. O Heitor se deliciou com isso, mas quando eu fui entrar na água, vi vários bichos e acabei ficando só dois minutos lá, mas ele ficou até o final.

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Assim que os elefantes saem da piscina, eles oferecem o almoço. Só comi coxinha de frango, mas o Heitor achou tudo muito maravilhoso (novidade!). Durante o almoço conversamos com as outras pessoas que estavam na nossa van, e descobrimos que estávamos entre várias nacionalidades (Espanha, Áustria, França, USA, Dinamarca, entre outros…)

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As pessoas são todas muito receptivas (tanto os locais, quanto os turistas) e a cada 5 minutos, você faz uma amizade nova. O Heitor está melhorando bastante o inglês dele, e já consegue conversar com as pessoas sem precisar de mim. Não estamos nem com 7 dias nesse lugar maravilhoso e já tivemos experiências suficientes para uma vida inteira.

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Daqui partimos para BKK novamente para viajar para o Sul (Praiaaaa!), e mais passeios estão por vir.

Gostaria muito de agradecer às pessoas que estão acompanhando o blog. Todos os dias, recebemos mensagens de pessoas que dizem que estão amando a nossa viagem, e pretendem fazer algo parecido. O Blog já chegou a um pouco mais de 1500 vizualizações desde o começo, e de todos os lugares do mundo, e isso é muito legal. (:

Muito, MUITO obrigada!!!

Medidor do WordPress

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Sobre Erica Oliveira

Paulista, 24 anos.
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2 respostas para Um dia com os Elefantes

  1. Adele Hass disse:

    que showw!! muitoo bom!! continuem escrevendo, to amando!! com certeza irei fazer essa viagem

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