Tailândia, a Terra do Sorriso! – Chiang Mai

Continuando o post sobre nosso roteiro, vou contar agora um pouco mais sobre a Tailândia e sobre cada cidade por onde pretendemos passar e seus principais pontos turísticos.

Começando por nossa primeira parada, o norte do país…

CHIANG MAI

A segunda maior cidade do país e considerada o centro cultural da Tailândia, é famosa pelos seus inúmeros templos e por seus cursos de culinária, meditação e massagem. Com a grande maioria budista (mais de 80% da população), muitos jovens se ordenam monges em pelo menos uma época de sua vida, por um período que vai de 1 a 3 anos, e Chiang Mai é um destino ideal para esses jovens. Localizada no norte, em meio a florestas e rios, tem o clima um pouco mais ameno que o restante do país, e é ponto de partida comum para trekkings  dias a dentro da mata, tours pelos vilarejos locais e tribos das “mulheres-girafa” ou viagens aos países vizinhos como Laos, Vietnã, Camboja e Myanmar.

Iremos para Chiang Mai em um trem noturno saindo de Bangcoc, e chegaremos em Chiang Mai na manhã do dia 10/02, exatamente no dia da comemoração do Ano Novo Chinês, entrada no ano da Serpente (nosso signo no horóscopo chinês) e o feriado mais importante da Ásia. Apesar da Tailândia possuir um calendário próprio (virada de ano em meados de abril) o Ano Novo Chinês é uma data importante e é comemorada com fogos e celebrações principalmente nos bairros de China Town em Bangcoc e na cidade de Chiang Mai, que por estar ao norte do país recebe maior influência (e imigrantes) da China.

Sunday Walking Street

Sunday Walking Street

Outra atração da cidade, são as feiras ao ar livre. As mais famosas são o Night Bazaar e o Sunday Walking Street, ambos com centenas de barraquinhas que vendem desde comidas exóticas e artesanatos até jóias com pedras preciosas e bolsas Louis Vuitton (ou quase isso).

Nos arredores da cidade, existem dezenas de fazendas de elefantes. A maioria delas voltadas ao turismo, oferecendo pacotes de passeio que incluem shows de elefantes fazendo truques, jogando bola ou pintando quadros, além de passeios pelas tribos da região (incluindo algumas aldeias de mulheres-girafa), passeios em jangada de bambu, passeios em carro-de-boi pra finalizar e um trekking com elefantes.

Eu e a Erica decidimos não ir nessas fazendas mais “comerciais”. Ao invés disso, pretendemos ir em uma das fazendas de preservação que existem. Na maioria delas, os passeios também são pagos e tem quase o mesmo valor, porém, a maioria dos elefantes são resgatados de mal tratos e etc. Nessas fazendas não existem shows, nem passeios extras, e toda a verba serve para manter a fazenda, os animais, a alimentação dos bichos (que não é pouca) e todos os cuidados veterinários para os animais em recuperação. Muitas das pessoas que trabalham nesses lugares são voluntárias e lutam contra o abuso sofrido por muitos animais que são utilizados ilegalmente na extração de madeira ou simplesmente sofrem maus tratos em treinamentos de fazendas mais afastadas. A maioria desses elefantes são resgatados, ou até mesmo comprados desses locais e enviados para essas fazendas, há também o caso de elefantes mais idosos ou feridos que são abandonados, ou seja, o trabalho feito por essas pessoas é muito mais sério do que simplesmente criar elefantes para turista ver.

Mas além desse lado mais ecologicamente correto, tem também uma vantagem, nessas fazendas o contato com os animais é muito maior. Em geral, você passa a manhã aprendendo sobre os animais e sobre o trabalho que é feito, então você adota um elefante para você cuidar durante aquele dia, aprende comandos básicos de treinamento e alimenta os animais (até os bebês), tudo sempre acompanhado de um treinador, e a tarde você monta nos elefantes e leva eles para brincar e tomar banho no rio, muito mais divertido né!? (:

Lin-Hu e Chuang-Chunag

Lin-Hu e Chuang-Chunag

E pra quem curte animais, ainda existe o Tiger Kingdom, onde você pode entrar na jaula com tigres de diversos tamanhos e idades, tirar fotos e fazer carinho nos animais. Tem também o  Zoo de Chiang Mai onde tem um bloco especial onde vivem um famoso casal de ursos pandas chamados Lin-Hu e Chuang-Chuang.

No Tiger Kingdom acho que não vamos, pois pretendemos ir no Tiger Temple próximo a Bangcoc, mas tenho certeza que a Erica vai fazer questão de ir ver os pandas!

Também pretendemos ir em a uma região próxima, chamada Sunpatong, localizada a 40 minutos de Chiang Mai. Lá queremos encontrar o monge Prha Ajarn Dton Tanawiiro no templo Tung Keang no vilarejo de Tung Satok. Esse monge é especialista na Sak Yant, mas depois eu faço um outro post falando mais sobre isso! (:

Voltando a parte mais cultural da cidade, existem mais de 300 templos pela cidade, e com certeza passaremos por diversos deles, porém vou destacar apenas dois, que são os principais, o primeiro é o Wat Phra Singh que é um dos maiores e fica localizado no centro da cidade, o segundo e mais importante de todos é o Wat Phra That Doi Suthep, localizado no Palácio Real Phuping no alto das montanhas, a 15 Km do centro da cidade. Para chegar ao templo sagrado ainda é preciso encarar uma escadaria com 306 degraus – para os mais preguiçosos existe um elevador.

Wat Phra That Doi Suthep - Palácio Real Phuping

Wat Phra That Doi Suthep – Palácio Real Phuping

Dica: Conforme a Erica já comentou em um post anterior, existem roupas adequadas para visitar templos, não podendo mostrar ombros ou pernas, e isso é valido em todos os templos do país. O mais indicado para homens é usar calça e camiseta (chinelos são permitidos), para mulheres saias abaixo do joelhos e blusinhas com manga, nada de decote ou roupas muito coladas. Caso você se esqueça provavelmente será repreendido e terá que alugar uma roupa ou sarongue na porta do templo (isso é mais comum do que se imagina).

Dicas²: Também se deve tirar os sapatos ao entrar nos templos, e até em algumas casas e lojas – a dica é simples, se ver sapatos do lado de fora, tire o seus também. Para os tailandeses o pé a parte mais suja do corpo, e apontar as solas do pé para alguém, ou para imagem de Buda é extremamente desrespeitoso, também não se deve ficar apontando com as mãos para as imagens de Buda. Do mesmo modo a cabeça é a parte mais alta do nossos corpos, e a mais importante e pura para os tailandeses, portanto colocar os pés acima da cabeça de alguém, ou mesmo tocar o alto da cabeça também é ofensivo.

Dicas³: Outro detalhe é com relação aos monges, muitos monges são jovens e gostam de conversar e praticar seu inglês, portanto não será incomum se um monge vier puxar conversa com você ou até mesmo tirar uma foto com você (no próprio celular ou câmera dele também), porem algumas regras básicas devem ser seguidas: não toque nos monges, se quiser entregar alguma coisa a ele, uma doação por exemplo, existe um bolso próprio para isso na túnica deles. No caso das mulheres é ainda pior, elas não devem falar diretamente a eles, não devem sequer ficar olhando fixamente para eles, e se quiser entregar alguma coisa o ideal é que peça para um homem coloque no bolso da túnica. O motivo disso tudo é simples, eles são apenas jovens e que tem que seguir um rígido código de conduta (inclusive de castidade) durante todo o tempo em que são monges, e qualquer atitude dessas pode soar ofensivo ou provocativo (apesar de existir relatos de jovens monges que namoram escondido).

No próximo post vou tentar falar mais sobre o sul do país, onde estão muitas das praias consideradas mais belas do mundo.

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Sobre Heitor Marucci

Radialista, 23 anos, praticante de MMA. "E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música!"
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