Koh Phangan: A Itu da Tailândia

Sete horas da manhã em Koh Phangan, saímos do Night Ferry naquela confusão que só. Acostume-se a usar seus “No, thank you!” “Not now, thank you!” quando desembarcar de QUALQUER lugar. Eles são muito insistentes, e mesmo que você queira um táxi ou um transporte, demora alguns segundos pra você se situar. Ainda mais quando não dormiu a noite toda.

Heitor sacou o mapa e o roteiro, e vimos que o lugar mais barato para se ficar em Koh Phangan em época de Full Moon é no Norte e no West. Em Railay, nosso gerente do hotel até disse que tinha um conhecido que poderia hospedar a gente em Baan Khai ou Baan Thai, não me lembro, mas decidimos seguir o roteiro e ir para Haad Yao, parte West da ilha. O taxista nos deixou na frente do 7/11 e enquanto o Heitor ficou com as mochilas, eu fui andar.

Só fui ter sorte no terceiro lugar em que eu encontrei, o J.B. Hut, mas a recepcionista me disse que a gente só poderia passar uma noite lá, pois ela tinha reservas para os próximos dias. Ela queria 900B no bangalow, mas eu consegui por 800B. Andei mais um pouquinho pra entrar em outro lugar e ver os preços, e me deparo com uma cobra!!! Nem era tão grande assim, mas era uma cobra, né? Quase tive um mini-infarto, mas veio um menino e acabou com a raça dela. hahahaha

O ruim de Koh Phangan é que é tudo subida e descida, e pra andar, é bem ruinzinho… mas andei mais um pouco, e em um outro hotel, uma moça me disse pra esperar até as 10h ou 11h que era o horário do check out e voltar a perguntar nos hotéis. Pra voltar, acabei descendo em um resort e andei pela praia, porque era plano, e quando voltei, encontrei o Heitor no meio da rua achando que eu tinha sido abduzida por um hostel… hahahahaha Ele disse que me viu entrando, mas nunca me viu saindo… rs

Minha vez de ficar com as coisas, ele foi para o outro lado, e voltou um tempo depois dizendo que achou um bangalow por 300B (!!!) no Sun Moon Star, que fica ao lado do Backpacker, uma opção mais segura e um pouco mais cara. Fomos ver os bangalows do Sun Moon Star, claro. É uma pequena caminhada, mas logo chegamos e pedimos para ver o quarto.

Não tinha nenhum tipo de luxo, mas por 300B, estava ótimo. O bangalôzinho era todo de madeira (menos o banheiro), e tinha só uma cama com mosquiteiro que é o que salvou a gente dos bichos durante a noite. E era bem pertinho da praia.

Assim que comecei a inspecionar o lugar atrás de bichos, vi uma coisa como se fosse uma lesma atrás do espelho e chamei o Heitor pra ver o que era aquilo.

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A lesma que não era lesma do meu banheiro.

Eu morro de medo de todos os tipos de bicho, mas eu estava no meio do mato, fazer o que? O engraçado é que aqui tudo é muito grande. Os gatos tem tamanho de leões, os cachorros tem tamanho de lobos e  as lagartixas… bem, as lagartixas dá pra ver por você mesmo. Quando ele olhou melhor, descobriu que íamos ter que dividir o quarto com esse carinha aqui:

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Diga ‘oi’ para o nosso Geko de estimação.

Como estávamos só o pó, fomos dormir um pouquinho e quando acordamos já era quase hora da janta, mas fomos almoçar.

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Haad Yao Beach

Caminhando para a praia, você vê muitos restaurantes e resorts à beira-mar, e resolvemos almoçar no Silver, que tinha um cardápio bem atrativo e wi-fi. Aliás, quase todos os lugares aqui tem wi-fi, e isso é bem bacana. O engraçado desse restaurante é que o garçon não anota seus pedidos, você mesmo faz isso em um bloquinho com caneta que eles deixam na mesa e só passam para pegar no número dos pedidos. Infelizmente, isso nos rendeu uma pequena confusão… o Heitor anotou o valor do meu lanche ao invés do número e recebemos um Mai Tai (drink) que nos custou 200B! Mas tudo bem, ainda não tínhamos experimentado nenhum  coquetel…

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Nosso “pequeno” engano, Mai Tai.

O Heitor optou por legumes com frango e purê de batata, e eu fiquei esperando meu lanche, que veio errado por duas vezes… hahahahaha Mas é que eles tem um jeito de escrever o cardápio que confunde qualquer ser. Então muito cuidado quando for escolher alguma coisa, e confirme se vem tudo aquilo mesmo no seu prato, ou se alguma coisa é opcional. (;

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Purê ‘diferente’..

Voltamos pro hotel e ficamos na área comum que tem perto do restaurante, que tem uma decoração bem única. Eles usam ostras como luminária e também é onde mora o Lucky, que me fez descobrir que eu não tenho alergia à gatos tailandeses.

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Lucky! :D

Luminária muito linda..

Luminária muito linda..

Daí aproveitamos para usar a internet, só que a gente ficou tanto tempo lá, que começou a chover e quando fomos ver já era meia noite, e estava tudo fechado. O lugar mais próximo era o 7/11, e ainda íamos pegar chuva para chegar até lá. Decidimos ir dormir e só comer de manhã, mesmo… mas já se programando para ter algumas coisinhas no quarto, no caso de acontecer isso de novo!

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Jornada nas Tailândias

Como nossa jornada para chegar até Koh Phanghan só começava no período da tarde, dormimos o quanto pudemos, e ainda ficamos um pouquinho na recepção do hotel esperando dar a hora e aproveitando o wi-fi, mas ficamos com fome e resolvemos comer o recém-descoberto American Breakfast no Yam-Yam, que fica coladinho com o Diamond Private.

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Depois disso, fomos para a frente da agência esperar até as 14h30, quando o primeiro barco ia pegar a gente em Railay e levar para Krabi. Como estávamos no ‘lado pobre’ de Railay e ali é meio que um manguezinho, já estava sofrendo por antecipação de por meus pezinhos na água. Hahahaha

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Eis que surge nosso pequeno longtail… e lá vamos nós. Como Krabi é pertinho, não demorou mais do que uns 15 minutos até atracarmos em um píer. Lá, a água mexia muito e o barco começou a desequilibrar todo mundo. Pra ajudar, a galera é meio sem noção e fica todo mundo de um lado só do barco. Quando eu fui descer, se não fosse o barqueiro (que tinha catarata, detalhe) me ajudar, eu tinha capotado nas escadas do píer, direto na água. É muito escorregadio, e o Heitor até fez um cortezinho no pé. :(

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Acho impressionante o caos que é aqui e o sistema deles funciona. Quando você troca suas passagens, geralmente eles colocam uma etiquetinha na camiseta e conduzem você como bois, um pra cá, outro pra lá, você segue aquele… e FUNCIONA! Eu e o Heitor até comentamos que nessa jornada para Koh Phangan foi engraçado porque eles simplesmente largam a gente em um lugar, dali a pouco vem outra vanzinha e pergunta pra onde a gente vai, e leva… se mais perguntas. Aqui, o caos funciona direitinho. Hahahahahaha

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Lá no píer, uma jardineira veio buscar a gente e levou para o ponto de encontro dos ônibus, como se fosse uma lojinha de conveniência. Quando o ônibus chegou, eu já pulei pra dentro enquanto o Heitor foi guardar as mochilas no bagageiro e peguei meu lugar preferido: o primeiro assento. Além de ser mais espaçoso, eu consigo ver tudo que o motorista maluco faz. Haha

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O ônibus demorou cerca de 3 horas pra chegar e deixar a gente em Surathani. E quando eu digo deixar, é deixar mesmo. Ele parou numa rua que não tinha nada a ver com nada, em frente à outra loja de conveniência e disse para esperar ali. Ok, né? Fazer o quê…

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A fome já estava dando sinal e o Heitor pegou um Pad Thai (60B) e eu comi um Cup Noodles (30B). Estava com um pouco de medo que não fosse ter comida no Night Ferry, então comprei umas bolachinhas, mas estava tudo bem caro.

Heitor tentando receber uma caixinha.. :p

Heitor tentando receber uma caixinha.. :p

Depois de alguns minutos, apareceu outra jardineira pra pegar a gente e nos levar ao píer, mas tinha muita gente, e eu achei que a gente nem fosse caber, mas ele colocou a gente na cabine atrás dele, e não tinha espaço nem pra respirar…

Espremidos atrás do motorista.

Espremidos atrás do motorista.

Quando (finalmente) chegamos no Night Ferry, eles deram tickets para gente pegar nossos colchões e pediram para deixar a bagagem ali, pois só o barco só ia sair as 23h.

Esse cara aí da foto passou tão mal, que eu fiquei até com dó...

Esse cara aí da foto passou tão mal, que eu fiquei até com dó…

Aproveitamos para andar um pouquinho, e descobrimos que aquele píer em Surathani era uma Chinatown. Estava tendo um show chinês e várias barraquinhas pela rua, tudo bem iluminado com balõezinhos.

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Fomos até uma conveniência e compramos uma cerveja, e eu acabei querendo ver um pouquinho do show. É muito impressionante! As maquiagens, as roupas… mesmo não sendo uma superprodução. A única coisa que é tensa é a voz deles cantando, mas até isso te hipnotiza.

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Mas o que mais me chamou atenção mesmo, foi um número em que o dançarino trocava de máscaras o tempo todo. Era muito legal, e tinha umas 20 máscaras ao todo. Fiquei muito impressionada.

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Hora de partir, voltamos pro Ferry e fiquei MUITO feliz de descobrir que tinha até uma tomadinha pra gente carregar o Netbook e o celular, mas falhei miseravelmente na missão do ventilador. O ÚNICO ventilador que não funcionava na porcaria do ferry era o que ficava em cima da minha cabeça, lógico. E o barco é bem engraçado, porque o teto é baixinho, então ou você é do meu tamanho, e pode andar normalmente, mas com cabeça encostada no teto, ou você quase engatinha lá dentro. Hahaha

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Sobre o conforto: Não, não é confortável, e mesmo com calor, ventilador em cima de você a noite toda dá frio, e não tem cobertores. O banheiro é daqueles de chão, e não pode andar de chinelos dentro do ferry. Eu ficava com o meu chinelo o tempo todo na mão.

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Dica: Tenha sempre um rolinho de papel higiênico com você, e se quiser escovar os dentes de manhã no ferry, leve uma garrafinha. A água que eles disponibilizam para você lavar a mão, é da torneira, o que já não é confiável e ainda todo mundo lava a mão ali depois que sai do banheiro. Preciso nem falar, né? :p

Dica²: Toalhas e cangas são ótimas pra uma infinidade de coisas. Cobertor, travesseiro, proteção do sol, lençol… enfim, mesmo sendo menininho, é bom ter uma canga grande ou uma toalha na mochila de mão. Ajuda MUITO.

Dica³: Comida. Bolachinhas, salgadinhos e água nunca é demais. Pode dar fome em qualquer lugar, e nem sempre vai ter comida disponível. E não custa nada ter uma coisinha ou outra na mochila, né?

O ferry saiu uns 20 minutos depois do horário previsto, e mal começou a andar e o Heitor já capotou. Eu ainda dei uma perambuladinha, mas não tem pra onde ir. O Night Ferry é muito lento, mas só porque minha sorte anda em alta, pegamos uma tempestade em pleno mar aberto. As janelas do ferry geralmente ficam abertas, e eu conseguia ver o horizonte subindo e descendo, subindo e descendo. Fiquei com tanto medo, que nem com o Dramin consegui dormir… A hora que eu finalmente peguei no sono, nós chegamos. :(

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The Lazy Day

Mesmo de férias, todo mundo precisa daquele Day Off, sem fazer nada. Descansar, descansar e cansar de descansar…

O Heitor cansou de dormir, e levantou primeiro que eu para tomar café da manhã. Quando ele voltou, me contou que descobriu o “American Breakfast” que custa em torno de 100 a 150B e ainda vem um monte de coisinhas gostosas… tem torrada, manteiga, geléia, ovos do jeito que preferir, suco, chá, café, frutas. É só escolher qual e mandar ver.

E é lógico que depois de 15 dias comendo bolachinhas de café da manhã, a coisa que eu mais queria era torradinhas, e lá fui eu comer o meu também! :D

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Diamond Private em Railay East

Enquanto estávamos lá embaixo, aproveitamos para ir ver o preço das passagens para Koh Phanghan, onde rola a festa da Full Moon e nosso próximo destino. Resolvemos comprar na mesma agência que os brasileiros que conhecemos alguns dias atrás (Lucas, Mine e Carol) compraram e pagamos 750B cada. Mas isso inclui um longtail, uma jardineira, um ônibus, outra jardineira e um night ferry! (sim, tuuuudo isso!).

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Subimos e ficamos na beira da piscina até bater aquela fominha de novo. Já fazia alguns dias que eu estava com bastante vontade de comer aquela pizza deliciosa que eu comia quase todos os dias em Koh Phi Phi e que eu não achava de jeito nenhum aqui, então fomos procurar, mas não tive muita sorte e nós tínhamos visto um restaurante que a pizza custava 180B ao invés de 230B e fomos lá comer.

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Bom, pelo preço dá pra imaginar que a pizza não seja tão grande assim, mas o garçon até me olhou estranho quando eu disse que queria meio a meio. Coisa de brasileiro, né? Hahahhaha

Quando a pizza chegou, foi uma pequena (pequena mesmo) decepção. De qualquer forma, foi barata e estava deliciosa, mas ainda tínhamos fome e fomos procurar mais alguma coisa para comer… Eu me decidi por um Roti de Nutella (sim, de novo!) por 40B e o Heitor pegou um Roti de Egg and Cheese por 50B.

Estou meio decepcionada com os Rotis que eu comi depois daquele primeiro em Chiang Mai. Na primeira vez, a mocinha colocou muuuito recheio e ainda colocou cobertura, mas em todos os outros lugares, eles só colocam Nutella em cima. :(

Não era muito tarde, mas a gente decidiu ir dormir porque por mais que o dia seguinte fosse ser um ‘outro dia da preguiça’ nós íamos viajar o dia inteiro, mas isso cansa – e muito!

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Princess Cave, Ton Sai e Muay Thai!

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Acordamos umas 10hrs na quinta-feira, descemos para comprar água (10B) e umas bolachinhas (10B). Pegamos o caminho que tem no final de Railay East, que passa em frente a algumas cavernas bem legais, aqui também tem acesso para um View Point, mas a subida é meio complicada! No final do caminho você sai na praia de Phra Nang, onde fica a tal Caverna da Princesa.

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DICA: Aqui a gente desidrata muito fácil, é muito calor e quase sempre andamos tomando sol, portanto é importante tomar bastante água e sempre carregar umas garrafas na mochila. O melhor é comprar água, refrigerantes e outras bebidas nos mercadinhos, pois são bem mais em conta. A garrafa grande de água costuma custar de 15 a 30B, mais do que isso está caro. Uma opção é comprar as garrafinhas foscas pequenas, elas custam 10B e vem uma quantidade razoável de água. Compensa mais pegar 3 garrafinhas foscas, do que pagar 30B em uma grande!

Os pescadores da região acreditam que nesta pequena caverna vive o espirito de uma Princesa, e antes de sair para o mar eles vem pedir  proteção e que o dia seja produtivo, como suas preces eram atendidas, eles voltavam e faziam oferendas, em geral flores e incensos, mas as vezes ele ofereciam “presentes especiais”.

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É engraçado a quantidade de turistas que gostam de vir aqui e tirar fotos abraçando ou sentados nos presentinhos da Princesa! HAHAHA É bom esclarecer que essa é uma crença das comunidades ribeirinhas, e não tem nenhuma relação com Budismo ou Islamismo praticados nessa região.

A praia aqui também é bem legal, na verdade achei a mais bonita da região. E as barraquinhas de comida na verdade são barcos…

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Demos uma volta e voltamos pelo mesmo caminho até Railay East, fomos então em direção a trilha para Ton Sai. Logo o caminho vira uma trilha de terra e começa a entrar no meio da floresta e subir uma pequena montanha para contornar uma daquela enormes pedras. O caminho é bem cansativo, durou cerca de 40 minutos e a Erica reclamou e me xingou o caminho inteiro! HEHE :D

No final estávamos esgotados e quando finalmente chegamos a Ton Sai só queríamos alguma coisa para comer. Paramos em um restaurante na beira da praia que tinha uns preços legais e parecia bem limpo. A Erica pediu outro X-Burger (120B) e eu pedi um Omelete de Pad Thai de camarão (90B), até queríamos tomar um suco, mas o cara que fazia os sucos tinha saído, então pedimos duas Cocas KS (30B cada).

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A comida estava muito boa, e depois de comer sentamos um pouco na beira da praia e ficamos vendo o movimento e as pessoas escalando as pedras. Realmente aqui é bem tranquilo, até porque o acesso é bem difícil. Como não queríamos voltar pela trilha, ou alugávamos um barco ou aproveitávamos a maré baixa para voltar pelas pedras no canto da praia. Como vimos algumas pessoas indo e vindo por lá, decidimos arriscar também. Foi a melhor coisa que fizemos. O caminho era meio perigoso, as pedras eram cheias de pontas e em alguns pontos eram um pouco escorregadias, mas fomos devagar e tomando cuidado. Quase perdi meu chinelo em um trecho do caminho, mas depois de 10 minutos já estávamos na ponta de Railay West.

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Voltamos para o lado East umas 16h, e enquanto a Erica voltava para o hotel, decidi parar e assistir um treino de Muay Thai que estava tendo no Bamboo Bar, quase em frente ao nosso hotel. O Bamboo é um reggae bar, mas em frente tem a G.N.K. Gym, um ringue onde eles dão aulas de Muay Thai e promovem algumas lutas junto ao bar nos fins de semana, inclusive estavam anunciando que haveria uma no mesmo dia à noite.

Assisti os 10 minutos finais de uma aula para dois ingleses, e decidi ir perguntar para o Kru (mestre) Yaya quanto custava a aula e se eu poderia voltar no dia seguinte para treinar. Mas ele disse que não haveria treinos no outro dia, pois ele iria lutar a noite e estaria descansando no dia seguinte, mas se eu quisesse ele poderia me dar uma aula naquele momento. Eu não pensei duas vezes, subi as escadarias correndo (pra já ir aquecendo ;D), peguei dinheiro com a Erica, troquei de bermuda e 10 minutos depois já estava no ringue com o Yaya treinando.

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O treino dura 1h (500B) e é basicamente só aparador. Pra quem não sabe, aparador são aquelas “luvas” ou “escudos” acolchoados que o mestre segura para você bater. Eu gostei muito do treino, e o estilo de lutar aqui é realmente diferente. É mais próximo, não usa tanto o as mãos (boxe), usa mais os chutes e combinações com os cotovelos. Como a maioria dos tailandeses são baixos e magros, é perceptível como o estilo de lutar deles é bem mais ágil e estratégico.

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No fim do treino eu já estava esgotado, inclusive acabei esquecendo meus chinelos em algum lugar. Aproveitamos e já compramos os tickets para a luta dele naquela mesma noite (100B por pessoa).

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Voltamos para hotel e eu cai na piscina e fiquei só relaxando. Depois fomos para o quarto, tomamos um banho e descemos de novo para o Bamboo Bar por volta de umas 20h, ainda estava cedo para a luta (22h) e como nossos lugares já estavam reservados bem próximos ao ringue, sentamos em uma mesa e aproveitamos para comer. Dessa vez foi eu quem quis uma comida mais ocidental, e pedi um X-Burguer com fritas (120B) e a Erica decidiu arriscar e pedir um Pad Thai de frango (90B), no fim ela acabou não gostando muito e comeu só metade! :/

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Sentamos em nossos lugares bem na primeira fileira e ficamos esperando até a hora a luta, mas antes deve um desafio para tocar didgeridoo, e três pessoas da plateia subiram no ringue pra tentar tocar, mas apenas uma conseguiu tirar algum som. Foi engraçado! Depois um Australiano que estava na plateia também subiu e tocou um pouco melhor, por fim o Tailandês com jeito de hippie que estava fazendo as apresentações tocou um pouco também e fez um som bem legal, com uma batida mais moderna.

Logo os dois lutadores subiram ao ringue, o Yaya parecia bem menor do que o seu desafiante, mas mais experiente também. O outro lutador era um jovem de uma outra academia em Krabi. O Yaya não tinha corner ou treinador, então ele chamou um garotinho europeu que estava treinando uns dias lá para ajudar ele! :D

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Antes de começar o combate, ambos os atletas executaram o Wai Khru Ram Muay, um ritual em homenagem ao Muay Thai e ao seu mestre, e envolve musica tailandesa tradicional e uma dança de apresentação, cada lutador fez o seu ritual de um modo diferente (em geral cada academia tem sua própria coreografia).

A luta teve 5 rounds de 3 minutos cada, e foi muito emocionante, o Yaya dominou a luta inteira e venceu praticamente todos os rounds. Ele soube usar muito bem sua agilidade e manteve a distância certa do seu oponente e acertou bons contra-golpes, enquanto seu oponente não achou muita coisa no meio das esquivas do lutador da casa e acabou se cansando mais. No final a vitória do Yaya era inquestionável.

Eu gravei a luta praticamente inteira, mas por hora vou deixar só um trechinho que a Erica gravou com o celular. Pra quem quiser assistir é só clicar aqui!

Pra mim foi uma experiência realmente importante. Todo meu interesse e pesquisa sobre a Tailândia começou por causa do Muay Thai, e hoje eu tive a oportunidade de “beber água na fonte”, fazer um treino e assistir uma verdadeira luta tailandesa. Foi muito emocionante estar ali na primeira fileira, vendo cada movimento, ouvindo cada pancada e vibrando com cada golpe!

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É legal perceber a importância cultural do Muay Thai. É realmente como o futebol para nós, e em cada barraquinha ou loja de roupas você acha um shorts, luvas ou um saco de pancadas. Infelizmente, as novas gerações estão sendo mais atraídas pelas transmissões de futebol europeu do que pela luta, mas com certeza o sangue guerreiro ainda corre nas veias de todo tailandês!

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Tatuando com o Monge – O Legado

A few days ago, I received a picture on my Facebook, that I coulnd’t understand at first, but then I realized that one of the dearest friends I made on this trip, took our advice and went to the Dton Monk Temple to do, like me, her first tattoo.

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I’m so glad that we could influence and make some history in someone else’s life. Thanks, Mio for your trust, and hope to see you really soon in Brazil! Give us a call! :D

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Há alguns dias atrás, eu recebi uma foto pelo facebook, que eu não conseguia entender muito bem, mas logo em seguida, eu percebi que uma das amigas mais queridas que eu fiz nessa viagem, seguiu nosso conselho e foi até o Templo do Monge Dton para fazer, assim como eu, sua primeira tatuagem.

ImagemEu fico muito feliz que conseguimos influenciar e fazer história na vida de alguém. Muito obrigada, Mio pela confiança, e espero te ver em breve no Brasil! É só ligar! :D

Erica e Heitor

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Ao Nang – Railay

Acordar cedo virou regra. E lá fomos nós logo de manhã fazer o check-out do Eed Resort, e comprar nossas passagens de barco para Railay, que ainda é continente, e fica bem próxima de Ao Nang, mas ouvimos dizer que só se chega lá de barco.

Longtail para Railay

Longtail para Railay

O guichê que vende as passagens fica bem no calçadão da praia, nada difícil de achar. A passagem custa 100B, e você tem que ficar esperando encher o barco com 8 pessoas, mas é rapidinho.

Quinze minutos depois, desembarcamos do longtail em Railay West, o lado mais caro (e mais bonito) da ilha. Fomos andando até Railay East, onde tudo é mais barato por ser um manguezinho, mas não deixe isso torcer seu nariz, o lugar é bonito de qualquer forma e é bem pequeno.

Paisagem entre Ao Nang e Railay

Paisagem entre Ao Nang e Railay

Não adianta muito perguntar onde ficam os lugares mais baratos. Na verdade, mesmo nesse lado da ilha, só vimos dois lugares mais em conta. O primeiro era bem barato mesmo, tinha opção até de compartilhar banheiro, e esse ‘bangalow’ custava 200B. E pensa em uma escadaria pra chegar até lá… Não gostei muito, então o Heitor foi procurar outro lugar, e voltou 10 minutos depois com o maior sorriso do mundo estampado na cara, dizendo que o hotel do lado tinha piscina, wi-fi, água quente e ele conseguiu o quarto por 800B.

Bangalow do Diamond Private

Bangalow do Diamond Private

Fiquei tão feliz que quase, QUASE não liguei de subir outra escadaria pro céu. E ainda conhecemos 3 brasileiros que estavam de saída, a caminho da Full Moon.

Stairway to Heaven

Stairway to Heaven

Acabamos fechando duas noites no Diamond Private, e o gerente ainda deu mais 100B de desconto porque pagamos as duas noites adiantadas, então nossa diária caiu para 700B. Paraíso? Imagina…

Piscina com vista para o mar

Piscina com vista para o mar

Nos instalamos no quarto, e fomos dar um mergulho na piscina que tem vista pro mar, e nessa sessão de relaxamento, conhecemos uma família portuguesa. Uma das senhoras até cantou algumas músicas brasileiras antigas para nós. Uma delícia!

Varanda da Piscina...

Varanda da Piscina…

De tarde, bateu aquela fominha, e descemos do céu (haha) para almoçar. Comemos no Friendship Restaurant, um dos mais baratinhos que achamos, e o Heitor pediu um Fried Rice com frango (90B) e eu pedi um Hambúrguer (120B) que vinha com batatinhas. Nham :B

Fried Rice do Heitor

Fried Rice do Heitor e meu Hambúrguer.

Daí o Heitor resolveu que queria andar pra conhecer o lugar, e eu decidi voltar pra beira da piscina. Quando ele voltou, disse que foi conhecer a Princess Cave, e que até descobriu uma praia bem pequena e simpática no fim dela. Fiquei de voltar com ele no dia seguinte, pra conhecer a caverna.

Na janta, nós decidimos rachar uma pizza e achamos uma barraquinha que só fazia pizzas e coquetéis. Escolhemos a Mexico (230B), que não era tão grande, mas estava uma delícia. Eu só não lembro qual era o recheio. :/

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Bem pertinho, existe o Skunk, um reggae bar. Resolvemos ficar ali um pouquinho curtindo as músicas e vendo o movimento. As pessoas que vêem a tatuagem de tigre no braço do Heitor sempre dizem o quanto ela é bonita e perguntam aonde foi que ele fez. E foi assim que o Eric puxou assunto com a gente… Conversa vai, conversa vem, e ele nos apresentou a Wendy, sua noiva. Eles são da Holanda, e vão viajar por 4 meses de férias, mas nem eles sabem ao certo pra onde. Delícia, né? Imagina, cada dia vai ser uma surpresa! Era aniversário do Eric, e eles estavam ali comemorando. O casal gostou tanto de nós, que até pagaram uma cerveja e um shot de tequila pra gente. (:

Eu, Wendy e Eric

Eu, Wendy e Eric

O dono do Skunk deu um rojãozinho para eles soltarem em comemoração, e lá fomos nós fazer bagunça… haha

Cinzeiro, no mínimo 'curioso', do Skunk

Cinzeiro, no mínimo ‘curioso’, do Skunk

Depois de algum tempo, decidimos voltar para o hotel para descansar. O Heitor tinha planejado de irmos à Princess Cave de manhã e depois para Ton Sai, uma praia meio riponga que fica ao lado de Railay West. Ele disse que tinha lido que era uma trilha tranquila para chegar até lá, com bastante sombra, e que Ton Sai de Railay era muito bem falada.

Mal sabia eu o que me aguardava…. hahahhaha :D

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Ao Nang e a vida dos macacos!

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Esse foi o dia da preguiça, acordamos tarde, ficamos enrolando no quarto, e saímos já quase na hora do almoço. Eu já aproveitei e comi um lanche de frango na baguete (70B) e compramos mais duas porções de frango frito (50B cada) para dividirmos. Aí foi só procurar uma sombra no fim da praia e relaxar. A Erica ficou deitada descansando e eu fui andar pela praia e admirar a agitada vida dos macacos ou olhar os peixinhos no mar. Aproveitei também para ir conhecer a praia ao lado, chamada Phai Plong Bay. Você chega nela por uma escadaria de madeira que tem no fim de Ao Nang. A praia é pequena, e cheia de resorts, mas estava mais vazia e o mar parecia um pouco mais claro aqui, dei um mergulho e voltei para encontrar a Erica.

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Fomos então até o final da praia, e ficamos nos divertindo com os macacos. Eles escalavam a gente, corriam na areia, roubavam comida, subiam nas árvores e brigavam entre eles. Simplesmente hilário, basta sentar e fazer amizade.

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Gravamos alguns vídeos que estão disponíveis no facebook da Erica:
VÍDEO 1
VÍDEO 2
VÍDEO 3
BÔNUS! 

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No fim da tarde voltamos para o hotel, tomamos um banho e fomos comer nas barraquinhas em frente ao hotel novamente. A rua principal é bem movimentada e tem um clima bem legal, a maioria dos turistas aqui são casais ou famílias e não tem muita badalação. Mas sempre rola um happy hour nos barzinhos. Dessa vez na hora de comer eu pedi um Pad Thai pequeno (40B) e uma porção de rolinho de camarão (50B), e a Erica comeu rolinho primavera outra vez (50B). Voltamos para o lobby no hotel e aproveitamos para escrever e postar aqui no blog, mas antes das 10h já tínhamos voltado para o quarto e dormido.

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